Preparação para corredores de fundo


Corredor de fundo, um tipo muito especial de atleta e, um tipo muito especial de gente. Muita coisa o distingue dos demais atletas e das demais pessoas, mas nenhuma é mais marcante que a solidão. Na vida, as maiores lutas do homem são travadas na solidão. Assim acontece nas corridas de longas distâncias, por isso o fundista é mesmo um tipo muito especial de gente.

Sendo uma pessoal especial, nem sempre é fácil compreendê-lo. Na verdade, quem se dispuser a estudar a personalidade do corredor de fundo, verá que esse tipo de atleta é um sonhador, quieto, introspectivo e muitas vezes temos a impressão que são arrogantes, mais na verdade é pura timidez.

Nas corridas de longas distâncias a maior virtude é a paciência. Então eu recomendo aos meus atletas que não corram forte antes de poder correr fácil. O nome já diz, corrida de resistência, então quanto mais quilometragem melhor e se possível com conforto.

Como foi abordado na matéria sobre treinamento de corredores de meio-fundo, o desenvolvimento completo de um corredor de fundo se baseia na mesma premissa, muitos e muitos anos de treinamento para se atingir o máximo do rendimento, nada mais que o óbvio.

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A programação consiste em três fases, isto é:

1 – Período de base Primavera / Verão – Compreende 4 meses, sendo as 4 primeiras semanas basicamente de corridas longas em ritmo lento "endurance", as 8 semanas seguintes dou ênfase ao trabalho de força natural, ou seja, corridas em montanhas e dunas de areia e cross-country, nas 4 semanas restantes passamos ao treinamento variado que consiste de "fartlek", corridas longas e lentas e corridas curtas em ritmo forte a 85% de esforço. A quilometragem atribuída a essa fase do treinamento, deverá obedecer o lastro dos anos de treinamento de cada atleta.

2 – Período de pré-competição Outono – Compreende 3 meses, onde se introduz o "Interval-training" duas vezes por semana mesclado com trabalho de força citado acima, técnica e resistência.

3 – Período de competição Inverno – Treinamento de manutenção, não se descuidando das regras básicas para o corredor de fundo, ou seja, resistência, força e velocidade. Foi-se o tempo que para o fundista o primordial era só a resistência, hoje vemos corredores que competem em provas que vão dos 800 metros aos 10.000 metros com a mesma desenvoltura – exemplos clássicos: Said Aoita, campeão olímpico dos 5.000 metros (84) e medalha de bronze nos 800 metros (88) ou Haile Gebrselassie, o nome já diz tudo.

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Créditos: © Nilson Duarte Monteiro

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