Velhice saudável - A aposentadoria

Idosos ativos - National Cancer Institute Image Gallery

A ocupação

A tão sonhada aposentadoria não pode representar simplesmente parar de trabalhar, e sim a troca de ocupação por uma mais agradável, pois muita gente ainda passa a vida inteira fazendo o que não gosta.

Para isso, é preciso investir e se preparar evoluindo em busca da especialização. Alguns sexagenários são tão importantes em determinadas empresas que todo o sistema gira em torno de suas ordens ou conselhos sempre em concordância com o mundo moderno. São velhos atualizados que não perdem o poder e, perfeitamente integrados à sociedade. É bom lembrar que poder é conquistado e não imposto.

Algumas pesquisas mostram que quem trabalha, remunerado ou não, fazendo o que gosta vive mais e melhor. Infelizmente poucas pessoas têm esse privilégio razão pela qual temos uma multidão de maus profissionais em todas as áreas.

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A própria expressão “aposentadoria”, na nossa sociedade, por si só é mau interpretada significando para muitas pessoas “já deu o que tinha que dar”. O velho deveria representar para nós, a voz da sabedoria. Um mestre.

Estar ativo nessa idade, no tocante a movimento corporal, também não significa “dar uma de garotão” caindo no ridículo se arriscando em aventuras perigosas ou radicais. Existem muitas atividades físicas mais adequadas ao idoso e até mesmo os atletas participam de campeonatos classificados por faixa etária. É preferível ter 60 anos e se sentir muito bem disposto aos 60 do que sair por aí dizendo que faz tudo que um jovem de 20 faz. Ta querendo enganar a quem? A diferença de um idoso fisicamente ativo para um sedentário chega a ser gritante, mas não pode ser comparado a um rapaz de 20 ou 30 anos. A atividade física para o idoso deve ser sempre estimulada visando principalmente a Qualidade de Vida respeitando as suas preferências para que vire um hábito, sem o apelo estético social distorcido.

A segurança social

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Todos nós sabemos que esse é o ponto fraco e muito falho em nosso país. As aposentadorias são ridículas e a assistência médica, pelo menos digna não existe. Os velhos padecem nas filas dos bancos para receberem suas migalhas e se precisarem de médico morrem antes de serem atendidos nos hospitais públicos. Tem cabimento alguém doente só conseguir consulta para daqui a dois meses? Infelizmente restou ao idoso tentar continuar trabalhando numa sociedade que o considera improdutível. 

Outros, ainda conseguem pagar um plano de saúde, mas têm que estar atentos às armadilhas de “certos” contratos de prestação de serviço que não dá direito a alguns tipos de tratamento em função da idade. Mesmo com o estatuto do idoso isso pouco mudou.

Algumas pessoas vêem as preferências de maiores de 65 anos nas filas dos bancos ou passagem gratuita nos ônibus como uma regalia. Essas “supostas” regalias é que fazem muitos idosos viverem mais e melhor por poder sair de casa, ver gente, saber o que está acontecendo na sua cidade e se movimentar. Muitos deles se tivessem que pagar condução estaria condenado ao isolamento de suas casas, ao desuso do corpo, à depressão e fatalmente à morte.

A Saúde

A OMS (Organização Mundial de Saúde) define saúde como o completo bem estar físico social e mental e não apenas a ausência de doença. Bem estar físico não significa necessariamente valores estéticos como normalmente encontra-se profundamente enraizado no mundo moderno que exclui o velho. Da mesma forma não estar doente também não significa ter saúde.

Nas propagandas, nos filmes e até mesmo na escolha da profissão não existe espaço para maiores de 50 anos. A imagem do velho não vende e a própria palavra, velho para pessoas alienadas têm um significado pejorativo. Na saúde existem poucos especialistas em geriatria se comparados com a pediatria, ortopedia, ginecologia e até na psicologia. Uma população crescendo cada vez mais se constitui no mínimo uma farta fonte de pesquisa e trabalho para profissionais de saúde e especialistas. 

Os terapeutas responsáveis por essa população precisam ter um algo mais do que conhecimento técnico. Precisam de jogo de cintura, criatividade, bom senso e boa vontade. A cultura dos formandos parece ainda preferir cuidar das pessoas sadias porque dá menos trabalho e supostamente mais dinheiro. Pelo dinheiro começam a trabalhar fazendo o que não gosta ficando escravo dessa situação a vida inteira. A vida é uma longa oportunidade de treinamento de velhice saudável.

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Cartas para essa coluna:
Luiz Carlos de Moraes CREF/1 RJ 3529 - E-mail: lcmoraes@compuland.com.br

Para Refletir: O sol nasce para todos, mas quem prefere dormir um pouco mais perde um belo espetáculo da natureza. Um dia pode ser tarde demais.
Sobre a Ética: Faça tudo da melhor maneira possível. Se não der certo, tente de novo, mas de outro jeito. Quem não tenta assume a derrota por antecipação.


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