Farinha nutritiva
A farinha nutritiva tem maior teor de proteínas, minerais e ferro com total ausência de gorduras

Farinha de trigo com alto valor nutritivo e salgadinhos com teor reduzido de gordura. A invenção, do professor José Alfredo Gomes Arêas, da Faculdade de Saúde Pública (FSP) da USP, consiste em enriquecer o produto a partir da combinação de matérias primas de alto valor nutritivo como linhaça, amaranto, grão-de-bico, pulmão bovino e rúmen (um dos estômagos do boi) que podem ser misturadas às farinhas convencionais na elaboração de produtos alimentícios.

A equipe do professor Arêas trabalha no projeto há 10 anos e pretende que essa invenção possa ter aplicações em escala industrial. O produto pode ser utilizado na produção de salgadinhos tipo snack, biscoitos e barras de cereal, por exemplo. Acredita-se que a produção seja viável, pois "para as indústrias de alimentos a diferenciação dos produtos é uma importante estratégia de marketing", aponta o professor, cuja invenção foi patenteada em agosto deste ano.

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Produtos desenvolvidos com a farinha enriquecida já foram testados e os resultados foram animadores. No caso dos snacks, um dos tipos desenvolvidos a base de milho, grão-de-bico e pulmão bovino foi testado em crianças anêmicas no Piauí. 

Foi realizada uma intervenção na qual as crianças consumiram o salgadinho três vezes por semana durante dois meses. Após o período de testes, a taxa de anemia observada nas crianças decresceu de 65% para 11,5% devido ao consumo do produto.

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Os snacks desenvolvidos possuem valor nutritivo superior aos encontrados no mercado, que têm muita gordura e pouca proteína. Segundo Vanessa Capri, que integra a equipe de pesquisa, "os salgadinhos apresentam teores significativamente maiores de proteínas, fibras, cálcio e ferro e com redução, e até mesmo eliminação, da gordura presente. Aliado a melhora do valor nutricional, os produtos mantiveram o mesmo sabor dos snacks convencionais, indicando não haver barreiras para a sua comercialização".

A fabricação de produtos com as farinhas desenvolvidas não requer alterações dos processos convencionais de produção de alimentos. "A propriedade intelectual destas invenções está protegida por patente", diz Vanessa. "Atualmente estamos em fase de negociações para transferência desta tecnologia para interessados em produzir estes produtos." 
Fonte: Agencia USP, 13/12/2005 .

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