Dor Lombar

Coluna vertebral - CDC/ Dr. Thomas Hooten

A dor lombar representa hoje uma das maiores queixas nos consultórios médicos, tanto por parte dos sedentários como dos atletas de diversas modalidades esportivas. Com mais ou menos intensidade, em algum momento da vida a maioria das pessoas um dia acaba convivendo com ela e geralmente no melhor da vida produtiva, em torno dos 45 anos, onde os adultos costumam ser surpreendidos pela dor. Entre os idosos inativos figura entre as três principais ocorrências.

Até as crianças do mundo moderno não escapam, em função da associação da inatividade física e o excesso de carga ao transportar mochilas pesadas para a escola.

No esporte, a dor lombar está, em sua maioria, ligada à combinação dos movimentos de flexão com rotação do tronco acrescido de carga, além dos excessos de treinamento na busca incessante de resultados. Segundo Kapandji 2000, esses movimentos descritos são os mais agressivos aos anéis fibrosos do disco intervertebral por conta da própria estrutura. Determinadas angulações da rotação de tronco fazem coincidir as ranhuras internas dos anéis diminuindo a capacidade de dissipar forças.

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Justamente esses movimentos combinados estão presentes em muitas modalidades esportivas tais como o golfe, o futebol, o balé, o basquete, o vôlei, a ginástica Olímpica e os lançamentos de dardo, disco peso entre outras.

Quando a dor aparece, o mais importante é a investigação da origem onde o paciente deve optar por médicos que não poupam esforços no sentido de detectar realmente o problema. Da mesma forma, o paciente não deve ocultar nenhuma informação, por mais insignificante que possa parecer. Hoje em dia a Medicina dispõe de muitos recursos e exames que diminuem muito as chances de erros de diagnósticos tais como raio-x, Mielograma, tomografia computadorizada, ressonância magnética, cintilografia óssea, eletromiograma entre outras. A opção por um ou vários exames é do médico e depende de cada caso e gravidade. Muitas são as origens da dor e os sintomas podem levar à uma interpretação errada se não forem esgotadas todas as possibilidades de diagnóstico preciso.

O paciente deve descrever para o médico, com detalhes, todos os movimentos feitos durante o dia, sejam eles laborais ou esportivos. Geralmente a investigação médica começa com a anamnese e com testes de movimentos reflexos das raízes nervosas das vértebras lombares e sacral, assim como a funcionalidade das cadeias musculares diretamente relacionada com a coluna lombar. Desvios posturais funcionais e ou estruturais são observados em várias posições e movimentos: de pé, sentado, andando, parado e passando de uma posição para outra.

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De uma maneira inteligente, o tratamento deve ser decidido por uma equipe multidisciplinar envolvendo o médico, o fisioterapeuta e o profissional de Educação Física.

Não são poucos os problemas de coluna cujos sintomas podem ser confundidos: Lesões nos tecidos moles, distensões e ou entorses, dor ciática, hérnia de disco de diversos graus, doença de scheuermann, apófise vertebral, síndrome facetária, espondilólise e espondilolistese, osteoporose, dor referida com origem em outras patologias, síndrome do músculo piriforme, infecções entre outras.

Os Esportes Individuais - Ciclismo - Na posição ereta ao pedalar, a coluna lombar fica menos sujeita ao estresse. Entretanto, a posição aerodinâmica usada pelo ciclista de estrada, a lombar é muito sacrificada. Muitos atletas em competições longas mau conseguem descer sozinhos da bicicleta após cruzar a linha de chegada com dores lombares por terem permanecido longo período com as costas arredondadas.

As formas para amenizar esse tipo de problema são: em primeiro lugar usar bicicleta com quadro ajustado às medidas corporais do atleta. Variar as posições de pegada no guidão durante a competição e pedalada em pé e sentado nas subidas. Fazer treinamento complementar de reforço dos grupos musculares que sustentam a coluna lombar.

Do outro lado da moeda, pessoas que pedalam a lazer mas com marcha elevada mantendo baixa rotação, sob pretexto de ser mais confortável também pode provocar a fadiga na região. Pedalar em baixa cadência aumenta a solicitação dos glúteos e dos posteriores de coxa modificando a inclinação pélvica neutra induzindo a uma retificação lombar. Da mesma forma, pedalar sentado em subida por longo período leva ao mesmo problema.

No mountain bike o impacto ao transpor obstáculos e as quedas são as causas mais comuns. Treinar a técnica correta de subida, descida, e os vôos, assim como usar bicicletas bem equipadas são as medidas que diminuem a incidência.

No spinning as dores lombares só acontecem com o abuso de manobras ou ajustes inadequados do equipamento ao aluno.

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