Técnica permite retirar hérnia de disco através da pele

Coluna vertebral - CDC/ Dr. Thomas Hooten

A discectomia percutânea permite que o paciente deixe o hospital no mesmo dia da cirurgia e retome suas atividades normais em apenas três semanas.

A dor nas costas, também conhecida como lombalgia, é considerada a segunda causa de incapacidade de trabalho na vida adulta, coincidindo exatamente com a fase de máxima produtividade do indivíduo, ou seja, antes dos 45 anos.

Cerca de 90% da população, em alguma fase da vida, apresentam problemas de dores nas costas, que podem ser mecânicas (decorrentes de sobrecarga ou postural), degenerativas, traumáticas ou ainda estarem associadas à presença de hérnia de disco

De acordo com os especialistas, 90% dos casos podem ser resolvidos com repouso, medicamentos e fisioterapia, e os 10% das pessoas restantes submetem-se à cirurgia ou se tornam portadores de lombalgia crônica. 

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A boa notícia é justamente para estes 10% que necessitam de cirurgias. Agora já é possível tratar alguns casos através da discectomia percutânea ou anuloplastia, técnica que utiliza uma ponteira especial que atravessa o anel fibroso e circula o núcleo do disco e, por meio de eletrotermia, a hérnia é “encolhida”, retirando a pressão sobre o nervo.

A novidade neste método é que a ponteira entra pelo lado oposto da hérnia. Ao envolvê-la, inicia-se o processo. O aquecimento é controlado por um aparelho, de modo que o calor fica concentrado apenas na região da hérnia, sem prejudicar as demais regiões do disco. Todo o procedimento é acompanhado pelos médicos através de radioscopia (aparelho especial de raio-x).

O procedimento percutâneo demora, em média, quarenta minutos. O paciente permanece internado por quatro horas e a recuperação é bastante rápida, já que não há cortes, a entrada da ponteira é feita através da pele. “O paciente deixa o hospital no mesmo dia e pode voltar às atividades normais, em média, em três semanas”, explica o ortopedista, Rubens Rodrigues, que utiliza a técnica há dois anos.

Também o ortopedista Maurício de Moraes comenta que os resultados positivos podem chegar a 90%, compatíveis com a literatura mundial dos grandes centros. “Os métodos menos invasivos têm como vantagem, além dos resultados excelentes, a possibilidade da recuperação mais rápida do paciente”, afirma o ortopedista.

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