Depressão e o Desejo Sexual 

Médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, explica as conseqüências do tratamento da depressão.

Uma tristeza profunda, perda de interesse pela vida, ansiedade, angústia, sensação de fracasso e pesar. Esses são alguns dos sintomas da depressão, doença que atinge aproximadamente 121 milhões de pessoas em todo o mundo. Destas, 17 milhões são brasileiras. 

Apesar de a doença ser um dos fatores que levam ao suicídio, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), apenas 25% dos depressivos recebe tratamento adequado. Mas, cerca de 80% abandonam a medicação.

Segundo a médica e psicanalista, Soraya Hissa de Carvalho, um dos maiores obstáculos ao combate à depressão é a baixa adesão dos pacientes ao tratamento. “Uma das principais causas dessa falta de adesão está relacionado aos problemas sexuais”, explica ela.

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Sexualidade de depressão

A disfunção sexual é a incapacidade do indivíduo de praticar com satisfação o ato sexual. No Brasil, a disfunção atinge 51% das mulheres e 48% dos homens. A depressão é um dos fatores mais responsáveis por estes índices. Um dos sintomas colaterais do tratamento dos casos depressivos é a diminuição da libido. Aproximadamente, 70% dos casos sofrem com esse sintoma. 

Segundo estudos realizados pela University School of Medicine, de Detroit (EUA), o tratamento medicamentoso para o controle da doença afeta o orgasmo, o desejo sexual e, em menor grau, a excitação. 

Soraya Hissa explica que, no homem deprimido, a falta de excitação se traduz na disfunção erétil, chamada antes de impotência sexual. “Trata-se da incapacidade de manter a ereção até completar o ato sexual, fato que pode gerar frustrações e sensação de incapacidade de satisfazer a si mesmo e sua parceira”, diz. Na mulher, a alteração sexual é denominada frigidez e se traduz em falta de prazer ou dor durante as relações sexuais. “Nessas circunstâncias, elas evitam o ato sexual e/ou desenvolvem um sentimento de culpa”, afirma a médica.

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Informação: caminho para a cura

Para a psicanalista, a melhor forma de fazer o doente seguir com o tratamento é a informação. “Os efeitos colaterais devem ser comunicados e explicados ao paciente no início do tratamento. 

A depressão é um importante fator de risco para as disfunções sexuais por causar desinteresse, apatia, sensação de fadiga, entre outros sintomas que comprometem o desejo sexual. Por sua vez, o desempenho sexual insatisfatório pode agravar a depressão e causar conflitos relacionais", orienta Soraya Hissa.

O caminho para as pessoas que sofrem de depressão é buscar um acompanhamento com especialistas, tratar a depressão e, após o controle da doença, voltar sua vida sexualmente ativa. “Não se deve parar com o tratamento devido à dificuldade sexual. A melhor coisa a se fazer é tratar a doença. Sem o acompanhamento correto de um médico, o indivíduo depressivo não terá uma vida saudável. Além da vida sexual, outros campos também serão afetados”, completa a psicanalista.

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Créditos:
Texto: Soraya Hissa de Carvalho, médica e psicanalista

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