Carne - importância na dieta

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A importância da carne na dieta humana é muito maior do que se imaginava. Não apenas para a nutrição, mas em relação à própria evolução da espécie. 

Um estudo que acaba de ser divulgado pela Universidade do Sul da Califórnia, nos Estados Unidos, revela que os ancestrais do homem moderno passaram a viver mais depois que começaram a comer carne.

Como a carne  na dieta fez os ancestrais do homem moderno terem vida mais longa

De acordo com os pesquisadores envolvidos no estudo, o ganho se deu na forma do desenvolvimento de genes que se sobrepuseram ao aumento nos níveis de colesterol e a outros problemas de uma dieta rica em carne. “Em algum momento, provavelmente há 2,5 milhões de anos, o consumo de carne se tornou importante para os humanos e, quando isso ocorreu, tudo mudou”, disse Craig Stanford, diretor do departamento de antropologia da universidade norte-americana. 

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O estudo feito por Stanford e o colega de departamento Caleb Finch foi publicado na The Quarterly Review of Biology.

“A carne contém colesterol e gordura, sem falar de parasitas potenciais e doenças”, disse Stanford. “Nós acreditamos que os humanos evoluíram de modo a resistir a todos esses fatores prejudiciais. Uma doença como a da vaca louca, por exemplo, teria dizimado o homem se não tivéssemos desenvolvido genes tolerantes à carne.”

Se o homem desenvolveu genes para compensar a mudança para uma dieta rica em carne, por que tantos sofrem hoje em dia com problemas relacionados ao colesterol alto e a doenças vasculares? A resposta, dizem os cientistas, é simples: falta de exercícios (sedentarismo) e de moderação.

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A mudança de dieta se deu num tempo em que a população era dominada por caçadores, cujo nível de atividade física era muito maior do que a maioria de nós jamais poderia imaginar”, disse Finch. “A pergunta a ser feita, então, é se o homem hoje, com seu estilo de vida sedentário, continua com alta tolerância a uma dieta rica em carne.”

“Nossos ancestrais, por exemplo, comiam ovos apenas na primavera, quando estavam disponíveis. Também consumiam por vários meses um único animal que haviam caçado. Hoje, vamos ao supermercado e compramos quanta carne e gordura queremos”, disse Stanford. “Acho que podemos tirar uma lição disso tudo: comer carne é bom, mas sem exageros e com exercícios físicos.”.
Fonte: Agência Fapesp.

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